Lendo “Cinema: o uso criativo da realidade” e Tramas do Entardecer, de Maya Deren

Este texto parte do ensaio “Cinema: o uso criativo da realidade”, de Maya Deren, para investigar o que torna o cinema uma arte singular. Ao articular reflexão teórica e análise detalhada de Tramas do Entardecer (1943), explora a montagem, a manipulação do tempo e a tensão entre reconhecimento e estranhamento como fundamentos da linguagem cinematográfica. Em uma leitura sensível e rigorosa, revela como Deren transforma a imagem fotográfica em campo de invenção poética, criando um filme aberto, inquietante e múltiplo.

Lendo “Cinema: o uso criativo da realidade” e Tramas do Entardecer, de Maya Deren
Caronte Mayer
e-book
ASIN: B0GPNTCC5D
Sarita Livros

“Tudo leva ao mesmo lugar”: Dogma 95 e a Trilogia da Morte, de Gus Van Sant.

Este trabalho visa observar aonde algumas ideias do Dogma 95 levaram, se elas foram esquecidas ou ainda são lembradas pelos cineastas, e, se ainda permanecem, se conservam a mesma aparência ou foram transformadas. Para tanto, analiso as possibilidades de diálogo entre os princípios do Dogma 95 e três filmes dirigidos por Gus Van Sant: Gerry (2002), Elefante (2003) e Últimos Dias (2005). Minha hipótese é que o estilo desses filmes, referidos coletivamente como Trilogia da Morte, dialoga de forma profunda com as regras estilísticas propostas pelo movimento Dogma 95.

No livro “Tudo leva ao mesmo lugar”: Dogma 95 e a Trilogia da Morte, de Gus Van Sant, investigo como a estética minimalista e o rigor metodológico do Dogma 95 reverberam na obra do diretor estadunidense. A análise revela que Gus Van Sant não reproduz o Dogma, mas o reinscreve em um gesto autoral que privilegia o tempo, o vazio, a desaceleração e o encontro com a experiência bruta da imagem. Ao aproximar as rupturas formais do Dogma da construção atmosférica da Trilogia da Morte, o estudo ilumina como esses filmes constroem uma percepção expandida do real, em que o silêncio, a repetição e o gesto cotidiano operam como força dramática.

A pesquisa apresentada em “Tudo leva ao mesmo lugar” também propõe uma reflexão sobre como movimentos cinematográficos influenciam gerações posteriores, mesmo quando não são adotados de maneira literal. Ao observar convergências entre a busca dogmática por uma verdade cinematográfica e o olhar contemplativo de Van Sant, o livro argumenta que ambos os projetos artísticos desafiam a lógica da narrativa convencional e afirmam um cinema que privilegia presença, duração e sensibilidade. O resultado é uma leitura que interessa a estudiosos, estudantes, cinefilos e leitoras que desejam compreender como ideias estéticas sobrevivem, se transformam e retornam em novos formatos, mostrando que, no cinema, tudo leva ao mesmo lugar de maneiras inesperadas.

“Tudo leva ao mesmo lugar”: Dogma 95 e a Trilogia da Morte, de Gus Van Sant.
Caronte Mayer
72 páginas
ISBN: 978-65-86008-48-7
Sarita Livros

Sarita Livros